sobre janeiro e os livros que eu li

fevereiro 04, 2025

oi, tudo bem com você?

por aqui tá tudo bem também.

no final do ano passado eu viajei para o uruguai e fui em muitas livrarias interessantes. gravei bastante coisa e também comprei vários livros bacanas. mas ainda não consegui organizar tudo isso e aqui vou colocar a culpa inteirinha no novo rolo de câmera da atualização do iphone que me dá preguiça de mexer.

queria falar dos livros que eu li em janeiro e aqui vou ter que dar espaço pra um desabafo um pouco pessoal demais.

e, bem, eu sei que a gente tá falando de livros, não da minha vida, mas é que eles se uniram bastante com a minha realidade nesse primeiro mês do ano.

em um rápido desvio, vou ter que citar harry potter e contar de quando eu era pré-adolescente e li "a ordem da fênix" enquanto passava por problemas na vida pessoal. eu chorava por conta da maldade da umbridge e chorava por coisas da minha vida pessoal também. 

não é o ideal, mas acontece.

eu comecei o ano lendo "mudar: método", do édouard louis. foi um pouco como a ordem da fênix. só que bem mais identificável. sem magia alguma envolvida.

eu já tinha lido alguns outros do mesmo autor desde que a bruna, minha amiga, conheceu ele na flip do ano passado e me recomendou que lesse. mas só esse, em especial, foi tão difícil de terminar.

o autor conta sobre todas as dificuldades da sua infância, adolescência e vida adulta trazendo temas como pobreza, violência e hom0fob14. ele vai descrevendo toda sua mudança física, intelectual, emocional, até se tornar um autor de sucesso. 

esse livro é bom. a história de édouard é impressionante. mas o que mais mexeu comigo é que existe uma crescente em que vai mostrando sua ascensão, mas ao mesmo tempo por todo tempo somos lembrados das marcas que o passado deixou nele. no fato de que elas nunca vão embora.

dai, pausa pra minha vida. 

no começo de janeiro visitei meu pai na cidade nova em que ele foi morar e uma viagem simples de uma semana só me causou uma sensação que pode ser descrita como um machucado que o nosso corpo tem e a gente nem sabe. de repente o machucado abre, tá sangrando de novo, e a gente para e pensa: ué, mas eu nem lembrava que eu tinha esse problema no joelho.

então era estranhamente incômodo pra mim viver coisas difíceis durante o dia e, na hora de deitar para dormir e ler (como é normalmente a minha rotina por aqui), revisitar tudo de novo. não com os acontecimentos da vida do autor, porque são vivências diferentes, mas com as conclusões que ele chegava do que ele levava de cada acontecido.

não foi fácil.

tenho mais pra falar desse livro, mas assim que ele acabou, minha cabeça só queria uma paz. uma folga. fugir pra um lugar feliz.

foi aí que eu corri direto aos braços de "amor por engano", um romance da mesma autora do famoso "melhor do que nos filmes" (nunca li mas talvez você já).

foi uma decisão muito acertada. essa é uma história simples que começa por conta de uma mensagem enviada por engano que te dá frio na barriga esperando as coisas se desenrolarem. 

na ansia de esquecer, me alienar, respirar o ar puro de outros universos mais confortáveis, li ele todinho em uma noite só. a escrita de lynn painter é uma delícia e eu recomendo demais pra quem gosta de romances fofos.

depois disso, devo completar uma coisa sobre janeiro: tô num emprego novo, numa nova rotina, com muitas coisas acontecendo. não queria crises existenciais. 

então, segui na mesma linha: perceba que todos os livros, daqui para o fim, levam "amor" no título. só pegando leve comigo mesma. 

escolhi outro romance, o "amor depois da minha vida", com uma protagonista que morre logo no primeiro capítulo, engasgada em um hamburguer, mas tem mais uma chance pra voltar pra Terra. já dá pra imaginar uma comédia romântica da Netflix se desenrolando com esse plot, né?

a protagonista me irritou um pouco, sendo sincera, mas achei uma leitura divertida e com mensagens legais.

por último, procurando a expectativa que "amor por engano" me causou, fui direto pra "o jogo do amor/ódio". sobre colegas de trabalho que se odeiam (eu abri esse parêntese para dar um spoiler, mas acho que nem precisa, né?). achei divertidinho mas nada que valha a fama que tem. um pouco brega.

é isso. cada um desses livros foi uma experiência completamente diferente e de um jeito ou de outro, todos me salvaram um pouquinho. seja me levando a processar coisas ou me ajudando a superar coisas. até os que eu não curti, nesse momento, tiveram um papel muito especial pra mim. 

no fim, acho que é pra isso que a gente lê, né?

difícil

março 02, 2023

É muito difícil julgar a escolha das outras pessoas. É a vida delas, não a nossa, complicado demais dar uma opinião certeira em algo que, por mais que vejamos ao máximo a situação, não estamos vivendo na pele. Eu entendo isso plenamente.

Mas tem alguns casos que a gente consegue ter um panorama que vale a pena uma advertencia, um conselho. Eu acredito muito que valha.

O problema é quando a outra pessoa simplesmente não nos ouve mais - e se fecha cada vez mais por medo do que ela pode ouvir de quem tá vendo de fora.

Fora.

Tá fora mesmo.

Eu não tô por dentro.

Mas eu me preocupo, sabe?

Por hoje era só isso mesmo.

roxos na pele

fevereiro 28, 2023

Sigo colecionando topadas em móveis que se desdobram em roxos de tamanhos de nebulosas na minha pele. Enormes, rosados e lilás, como uma pedra preciosa que de preciosidade não tem nada.

Lembranças pra eu tomar mais cuidado pra não esbarrar em qualquer coisa.

veio aí

fevereiro 27, 2023

A tote bag voltou bastante, né, menina?

Eco bag, seja lá o nome que você a conheça. Era qualquer coisa, simples, o brinde mais básico que existia quando as marcas pensavam em dar um agrado pros seus clientes. Agora um luxo.

Tem totes que custam mais de R$ 80, veja só. Tipo o alto escalão das calças de moletom - subiram todas na vida e agora exigem seu valor.

Quase que eu dei uma das minhas melhores: ela é grande, grossa e tem zíper. Imagina só, zíper! Não fica com a boca aberta pro mundo, tem um sistema de abre e fecha que protege meus pertences ali dentro. Paraíso, né?

Se eu fosse comprar uma dessas hoje iria gastar lá por volta de uns R$ 120. Ou mais.

Se pensar bem, meio que economizei.

E ainda tenho outras, as tais brindes de marca: da Gal Salão, do Iti e outras que não me lembro mais. Só não sei onde estão.

Chegou a hora delas também.

Muito indo com a onda, entrei na modinha mesmo. 

Não é algo atípico - também quero o all star de salto cruzado. Pois é.

comparação besta do dia

fevereiro 16, 2023

Me desculpa? Vou ter que fazer uma daquelas comparações de "a vida é tipo tal coisa"... 

A vida é uma grande batida de carro.

Podia ser batida de leite condensado com maracujá. Docinha, acompanha alguns dos melhores momentos de férias, pé na água e tranquilidade, com um leve azedinho gostoso que faz a gente ter aquela gana de ir pro segundo copo ao menor dos sinais.

Mas é outro tipo de batida. É de carro mesmo.

Inusitada, repentina, deixa meio zonzo, tira um pouco do prumo.

É isso.

procurando casa

fevereiro 15, 2023

Quando eu imagino a casa perfeita ela tem sossego, antes de qualquer coisa.

Isso porque na última casa que eu morei era tudo o que menos tinha.

Também tem espaços razoavelmente amplos - não precisa ser grande, mas também não queria algo apertado demais.

Ela tem algum tipo de quintal. Coisa pouca, que seja, um espacinho que dê pra pendurar uma rede e que não fique colado à uma máquina de lavar já tá valendo. Seria ótimo se tivesse isso.

Tem portões seguros, tem claridade e se, puder, uma janela em cima da pia da cozinha.

É mais ou menos por aí.

[isso poderia ser uma mensagem enviada pra um corretor de imóveis]

sono merecido

fevereiro 14, 2023

A gente precisa conversar sobre a soneca revitalizadora da tarde.

Ok, talvez não tão revitalizadora assim, considerando que muita gente quando acorda parece mais é que passou um caminhão por cima.

Eu mesma agora pouco tava um pouco assim, pra ser sincera.

Porque acabei de acordar de uma, usando meus créditos da hora do almoço.

Sim, santa hora do almoço e santo namorado que fez o almoço - que me permitiu sentar e comer por 10 minutos e depois fechar meus olhos em sono profundo por mais 50. 

Acordei um pouco detonada também, sim, mas agora esse estrago todo já tá passando e me sinto mais pronta pra o que der e vier. 

O único problema é que o simples fato de ter dormido um pouquinho me faz me sentir que já não cumpri com obrigações.

Tô cumprindo minha pauta do dia direitinho, tô com tudo em dia, mas é só deitar as 14h que, pimba, parece que sou uma adolescente que vai acordar apenas na hora que começar Malhação na TV.