a segunda festa junina do ano

junho 15, 2019

Tem lugares que eu prefiro ir sem óculos. Vai ser meio ridículo confessar isso aqui, mas é porque eu acho que fico melhor sem e mesmo se eu usar um pouquinho, tirar o óculos pras fotos e depois voltar com ele no rosto, a haste vai tirando pouco a pouco a base do meu nariz e daqui a pouco ele tá completamente vermelho. Ah, porque eu tenho essa questão também, meu nariz vai ficando vermelho quando tá frio. Não que ontem estivesse, até tava um pouquinho quente. Nem tomei vinho quente por conta disso. Tomei chopp de vinho que por sinal, tava uma delícia. Já experimentaram?

Daí que eu não enxerguei tanto as coisas ontem, não. A festa tava linda (e grande!) mas eu só enxergava direitinho quando chegava há um metro de cada barraquinha, decoração, mesa ou pessoa conhecida. Vi poucos conhecidos e deve ser esse o motivo: hoje eles devem estar comentando como eu sou antipática e eu nem tô sabendo que estavam lá. Era 2 AM quando eu recebi no Instagram a mensagem do Vinícius, um cara que estudou comigo até a quarta série, respondendo uma foto que eu tinha postado: 

Era você mesmo! Achei que tinha te visto do palco.

Na hora em que vi, pensei: "Meu deus, tô realmente com o grau alto. Não vi que era ele o cara da banda que tocou a noite toda" mas aí ele contou que tava lá na bateria. Ok, vai, vamos dar um desconto porque a bateria é ainda mais pra trás.

A banda, por sinal, tava muito boa. As minhas amigas adoram eles e não é a toa: eles tocam mais pagode, depois vão passando pra um pouquinho de sertanejo e no final da noite já embolaram num Tim Maia, as mais famosas do Armadinho, já fazem todo mundo andar na prancha com cuidado porque o tubarão vai te pegar. Talvez você tenha lido tudo isso e torcido o nariz (eu não sei qual é o seu gosto musical) mas eu gosto de tudo isso, sim. Na verdade eu sempre gosto do que tá animado, independente do ritmo. Eu sou a verdadeira eclética com exceção do brutal death metal. Brutal death metal, você, não.

Comi dois pasteis. Roubei um pouquinho do lanche de pernil da Karina. Julguei o hot-dog gigantesco que o Gui comprou. Teve uma quadrilha com senhores e senhorinhas e uma delas, a Karina me contou, tava na mesma festa junina que fomos na quinta-feira. Ela disse que ainda na quinta, essa senhora caiu, levantou e continuou como se nada tivesse acontecido. Admiro.

Aliás, por ter ido numa festa junina na quinta e depois nessa, ontem, achei que a noite tava com muita cara de sábado. Amém, era sexta. Eu amo quando acontece isso porque parece que ganho um dia no final de semana. É tipo como se hoje fosse domingo mas, uhul, ainda é sábado. Vou lá aproveitar meu sábado. Tô sentindo que eu ganhei ele todinho pra mim.

Obs: hoje quando acordei tinha vários "essa mensagem não está mais disponível porque o remetente apagou" no meu Instagram. Ou era o Vinícius contando que me viu dançar que nem ridícula lá do palco ou, vai saber, outra pessoa que me viu e eu nem percebi. Jamais saberemos.

outras bobagens que já falei

0 comentários

be kind <3