quando acabar
julho 02, 2019
Na semana retrasada eu fui num evento da Neutrogena pra ajudar na cobertura e no final dele ganhei uma sacolinha com dois hidratantes da marca. Fiquei feliz. Fico contente quando consigo trazer alguma coisa pra casa depois desses eventos. É um privilégio.
Aí eu testei, percebi que um deles, além de todos os compostos super legais e funções bacanas que explicava o release, ainda tinha uma textura de nuvem, bem molinha, que dá ainda mais vontade de passá-lo no corpo. No primeiro dia que trouxe eu logo passei, animada. No segundo, olhei pra ele na minha mesinha de cabeceira e deixei pra passar no dia seguinte. Pra guardar mais um pouquinho.
No quarto, percebi que eu sempre fazia isso. Com todos os outros cremes. Assim, entrava num ciclo eterno de os guardar pra sempre.
Tenho alguns produtos que ganhei assim, nos eventos, e por mais que eu me apaixone irremediavelmente pela grande maioria deles, tenho dó de usar. Fico com receio. E quando acabar? O que é que eu vou fazer? Vou ficar sem?
Por um lado, eu penso: se eu tô usando e sabendo que é bom, oras, devo então prestigiar a marca e continuar comprando. Mas aí eu também não tenho grana pra ficar comprando e enfim, também não cheguei ao final dos potinhos pra saber o que é que rola quando eu quero mais de algo que já não tenho. Eu fico só na fase do medo e das desculpas.
Mas esse da Neutrogena é muito, muito bom mesmo. Não que os outros todos não sejam, mas eu só olhei pro frasco azul e pensei que era a hora da libertação.
Com ele a pele fica sedosa, nada melecada, cheirosa e você sente o efeito na hora. Além do cheirinho gostoso, tem tudo aquilo que promete e eu decidi que mesmo que eu veja o final do pote chegando mais rápido, dia após dia, vou continuar usando, sim.
Quando eu passo, sinto que fiz algo por mim duplamente. Pelo meu corpo, nesse tempo que fiquei passando o creme, e pela minha cabeça, pra desconstruir esse receio bobo de chegar aos finais.
Engraçado, né. Logo eu, tão fácil de ficar enjoada de certas coisas, relações, até pessoas. No pavor de encarar um plástico vazio.
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