minha história com juno
abril 13, 2020
A pedra no caminho do meu primeiro namorado foi o filme "Juno".
Eu tinha 15 anos, ele também. Eu tinha gostado dele durante toooda a escola (a nossa história é longa, qualquer dia eu conto) e no colegial nós finalmente começamos a namorar. Perdemos o "BV" juntos, aquela coisa toda.
Aí chegou 2008 que foi o apogeu e o início do fim.
Assistimos ao filme "Juno". Pronto.
No filme, a adolescente engravida do melhor amigo, interpretado por Michael Cera. O personagem tem lá suas qualidades mas o fato de eu não conseguir lembrar de nenhuma delas agora talvez seja relevante aqui. Resumindo, ele é do tipo bem bobão.
Pois bem, naquela fase eu podia começar a ter algum tipo de relação sexual, sim, seria até um pouco do esperado, mas o filme foi um divisor de águas pra mim. Me causava PAVOR a sensação de engravidar precocemente. E de um bobão ser o pai. E eu ficar tomando coca de canudinho com as expectativas de vida totalmente desviadas enquanto um cenário em cores alternativas se deslanchava com muito caos em minha volta.
Meu namorado, na época, não era um bobããão dessa forma também, justiça seja feita. Tinha alguns traços Michael Cerianos, sim, tipo ser loiro, branquelo e coisa e tal, mas até então eu via ele como o protagonista mega interessante da história da minha vida. Até ali.
Depois dali, eu tinha tido a minha cartilha. E ferrou tudo. Depois do filme ele era o Michael todo, nos mínimos trejeitos. Até coisas pequenas me irritavam. Lembro até que nessa época ele começou a me chamar de Aumora (au + mor + amora), um gesto até bonito pra quem tá apaixonado, mas pra mim nada salvava mais. E pra piorar, fui iniciada em Gossip Girl (coitado, e foi ELE que me deu os DVDs) e comecei a sonhar com uma personalidade Chuck Bass. (Meu Deus, uma grande caçamba de lixo, mas naquela altura a Auana de 15 anos não sabia, coitada).
Bom, como você percebeu, eu também já tava desencantada por ele naquela altura, mas de qualquer forma, foi Juno que abriu as portas pro meu "lavei minhas mãos" total do relacionamento. Se eu já via ele com outros olhos, imagina correr o risco de engravidar de alguém que já não via tão bem.
Mais eficiente do que qualquer conversa, dogma, proibição dos pais ou o que quer que fosse. Ele chegava com uma mão perto da minha coxa e eu inconscientemente já começava a cantar Anyone Else But You.
Não foi esse o motivo do nosso término, de forma alguma. Mas se sexo fosse essencial, coitado...
Passamos algum tempo assim e depois, por ainda outros motivos que se somaram, terminamos. Eu terminei. Ele teve uma úlcera e a mãe dele me xingou por alguns dias na porta da escola, mas as vidas seguiram com os aprendizados que teriam que ter.
1 comentários
gente... ri muito com esse post mesmo ficando com pena do ex-namorado (vida que segue, é meu anjo 🤭🤭🤭)
ResponderExcluirbe kind <3