interessante esse papo de propósito
abril 03, 2020
Quando eu penso no meu propósito, eu, na verdade, não sei muito bem qual é ele. Mas também não considero muito perdida nisso porque, afinal, já tenho um emprego, gosto dele e o valorizo demais. Mas será que o propósito da minha vida é o trabalho? O que eu tô tentando refletir, é: e além para dele?
Sei que eu gosto de me comunicar, gosto de escrever, de inventar, de fazer montagens, combinações, colagens e o que der na telha. Também queria fazer algo de útil pra mais pessoas do que eu mesma. Algo maior.
Antigamente, quando eu era adolescente, eu queria escrever numa revista e levar todas as tendências o mais rápido possível pras pessoas. Aquela pessoa que pesquisa, descobre primeiro, faz um apanhado e apresenta a novidade. Tipo isso, sabe? Mas hoje isso não me interessa tanto assim no sentido que tô tentando pensar aqui, porque, de certa forma, um pouco disso virou o meu trabalho. E eu gosto de pesquisar, juntar, fazer algo ficar bonito, mas não sei se nesse ramo da moda ou das novidades, já que as coisas acontecem de uma maneira cada vez mais rápida, é realmente isso que seria algo que eu pensaria: poxa, nasci pra isso aqui.
Eu nasci pra que, então, afinal?
Bem, uma das coisas que eu tenho na minha listinha de possíveis respostas, não é uma finalidade e uma resposta, mas sim um meio. Queria me tornar uma pessoa muito interessante. O mais interessante que eu puder.
Meu foco: fazer muitos cursos, dos mais variados que eu conseguir. Ler muitos e muitos livros. Saber conversar e argumentar sobre os assuntos mais inusitados. Conseguir ver filmes bem nas entrelinhas, apreciar obras primas emocionada por poder entender ou viver a arte do melhor jeito que eu puder. Essas coisas.
Não que as pessoas que não fazem tudo isso não sejam interessantes. Até porque, se eu for analisar essa ultima estrofe, tudo isso soa um tanto quanto classicista se você tiver considerado que eu quero dizer que SÓ é interessante a pessoa que fez tudo isso. De forma alguma. Eu só sinto que, tendo o acesso à tudo que eu tenho, eu posso sim buscar cumprir tudo aquilo ali. Tenho uma boa conexão de internet. Tenho os finais de semana livres, etcétera e tal. Por isso que eu sinto que dá pra ser mais interessante. Ô se dá.
Mas aí, no meio do caminho tem minha personalidade geminiana que enjoa muito fácil das coisas. Eu começo um livro, paro. Começo um curso, paro. Começo tudo e deixo no meio porque fazer trinta coisas ao mesmo tempo, de repente, se torna muito mais interessante. E pra mim ser interessante, num passe de mágica, não é nada mais daquilo, cada coisa ao seu tempo, e sim ser plural.
E aí eu fico na superfície de tudo e não mergulho em nada. Fuéin.
Volto pra estaca zero. Até esqueço esse negócio de ser uma pessoa interessante.
Tava tomando banho agora e pensei que se eu encontrasse um cara muito, muito interessante um dia, eu não sei se iria querer de fato encontrá-lo esse dia. Sério. Não é porque eu não confio em mim mesma, juro que não é falta de amor próprio. Mas é que nesse dia eu, pra reconhecer uma pessoa interessante no tanto que eu acho que seria interessante, também teria que ser interessante.
E aí vai que nesse dia eu continuei fazendo tudo pela metade e ainda não me tornei tão interessante? Aí ele passou, passamos, nem vi.
Ok, esquece essa parte de amor.
Voltando ao propósito: qual será que é o meu?
1 comentários
eu sempre me pego pensando no meu propósito também.
ResponderExcluirlá em 2009, quando comecei a assistir Sex and the City, eu não sabia o que faria da vida, mas sabia que queria escrever que nem a Carrie [e ser paga pra isso]
aí em fevereiro, depois de três lives que assisti no Facebook, montei um plano para escrever sobre cinema, mas de um jeito descolado e pra frentex.
depois te conto se deu certo porque ainda tá dando.
be kind <3