lista riscada, só faltou o café
abril 06, 2020
Hoje eu tinha me programado pra fazer várias coisas diferentes.
Não, esse texto não tem um "mas...". Eu fiz todas elas! Surpreendentemente, me senti 100% produtiva no trabalho (todos os dias eu produzo pencas, mas em dias que eu misturo coisas como montar pdfs, criar artes e ainda editar vídeos, ou seja, não fico numa coisa só, esses são os meus favoritos).
Também limpei o meu computador - achei os gbs que estavam marcando na memória mas que não eram meus arquivos, todos em uma pasta só. Esse fora um mistério de meses até que eu finalmente me rendi à um tutorial no YouTube que me mostrou o problema: um cachê que eu nunca havia aprendido a limpar, do Adobe Premiere. Foram embora 200gb assim, dá pra acreditar?
Quando limpei a lixeira, acredito que como uma mão mágica, limpei os caminhos da vida. Sabe aquela cartomante e jogadora de búzios que anuncia nos postes que faz e desfaz trabalho, além de limpezas energéticas? Se todos soubessem o alívio que dá a limpeza de uma pasta do editor de vídeos, não recorreriam à ela nunca mais. Mas tudo bem, eu super entendo, ela precisa trabalhar.
Na hora do almoço ajudei pelo WhatsApp a minha mãe no trabalho dela, fiz tudo que precisava fazer, terminei de trabalhar e participei de uma ligação de vídeo com a minha irmã e a minha mãe, fiz exercícios físicos, suei como louca e fui tomar aquele banho da vitória. Saí, jantei e ainda pratiquei um pouquinho do meu curso de lettering.
Agora tô aqui sentada escrevendo e sentindo aquela dor no corpo que matou a preguiça que eu deixei pra trás.
Amanhã queria tentar acordar e ir direto varrer o quintal antes de começar qualquer coisa. Não sei se eu consigo, porque sempre acordo com o sono de uma prova de resistência que durou 48h, mas estou colocando grandes metas aqui. A primeira delas, é claro, é ter um dia satisfatório assim como foi hoje.
Só preciso voltar a tomar café da manhã direito. Isso é algo que tá me frustrando. Desde que cheguei na idade adulta sou uma grande apreciadora dos cafés-da-manhã: o mundo pode estar acabando lá hora, mas me deixe tomar o meu cafézinho antes que esfrie e coma alguma coisa por aqui.
Em São Paulo, eu vou intercalando pães torrados com mel, pães na chapa com manteiga, iogurtes com granola ou frutas quaisquer com grãos que tiver. Se tiver bolacha de chocolate (recheada, não, essas só combinam com a parte da tarde) eu me jogo também. As vezes, se tudo falta, sobra a bolacha de maisena. Aí também só molho ela no café e tá tudo bem.
Mas aqui em Bragança, nesse período de quarentena, não tenho tido fome matinal. Eu tomo o café preto e pronto, toda a minha fome cai do valor mínimo pro inexistente.
Puts, tá vendo como não dá pra ser feliz sempre? Se eu procurar um defeito no meu dia de hoje, já achei: faltou apetite no café da manhã.
Não dá pra ter tudo na vida, né...
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